sexta-feira, 3 de março de 2017

Desabafo.

              Já preparei vários discursos, enchi páginas e páginas de lamentações, reclamações e DRs que a ninguém interessa, na tentativa vã de me curar do amor que ainda resta. Sozinha aqui, tento mais uma vez exorcizar meus demônios e seguir sorrindo, o telefone não toca, mensagens que não chegam e tenho que admitir ele não me amava como eu acreditava.
             SOS.... Tem que passar logo, não aguento mais esta masturbação mental, chega de remoer ,tenho que trabalhar... Enfim, talvez ainda dure, mais passa, tudo passa e que a vida seja mais leve e que o grande amor da minha vida seja o próximo.... 

quinta-feira, 2 de março de 2017

Quando um amor acaba...

          Sabe quando você está com alguém e não precisa de mais nada? Deve ser amor, só pode ser amor, pois você fica feliz e pronto, você é só dele e acredita que ele é só seu, tudo é perfeitamente imperfeito, pois tudo se basta. É lindo assim, apesar de não durar muito e quando acaba parecer que você estava totalmente sob efeito de fortes psicotrópicos ou que viveu em transe por um longo período, mais falem o que falarem as boas lembranças são as mais doces e que valem a pena. Ou ainda estou sob efeito de alguma droga, pra escrever isto, quem sabe?
             A vida segue, os feedbacks continuam por muito tempo, você surta, depois fica indiferente e é um vai e vem de emoções até que um dia você se apaixona de novo e começa as comparações e quando nada dá certo você culpa o ex, afinal ele deveria ter feito dar certo e você ainda estaria sob efeito de fortes psicotrópicos e não precisaria escrever tais bobagens. Sei lá.
              A gente segue e até acredita que não fará mais bobagens, até o dia que se apaixona de novo e começa a justificar tudo de novo, afinal a casa tá pronta, o emprego é vitalício, as crianças são dos outros e só a vida te espera de braços abertos, você corre pra viver tudo antes que as dores, doenças e a idade te enquadrem e as paixões pareçam brinquedinhos de crianças.
             Depois de tantas tentativas deveriam ter uma fórmula para sacar quando o amor tá acabando e imediatamente resgatar aqueles primeiros mágicos e inesquecíveis dias, apesar de sabermos pela boa e velha experiência que quando começa a azedar o melhor a fazer é pular do barco e nadar até a praia, pois é sabemos, mais queremos tanto fazer dar certo, eternizar a chama mas a verdade é que sempre saímos chafurdados.

Ó Fecha Alas que eu quero descansar....

          Que carnaval foi 2016!
         Muito batuque, quebra-pau, fantasias, euforias, emoções, um verdadeiro desfile de: "a vida tem destas coisas, também".... Recebi uma visitante bem animada, cheia de humor não branco: a senhora tribulação, e foi um sacode pra cá, um sacode pra lá.  Se bem, que não foi um privilégio só meu, invadiu a vida de um monte de gente conhecida, quem saiu vivo pode dar um graças bem grande....
           Chegado o bom carnaval parei tudo, sem leituras, estudos, encontros, trabalho, carro, mercado, futuro, passado, sim. Acreditem consegui. Desacelerei, mandei tudo se fuder, afinal carnaval tem todo ano, se sobrevivemos, lógico kkkkkk. Quem disse que se respeitar, dar um stop não é fazer nada? Acreditem requer muita coragem e muita logística kkkkkk. 
         Vivemos como trens descarrilados, ladeira abaixo, queremos tudo e nem sabemos pra quê queremos tanto e quando conseguimos, as vezes nem notamos, gostamos mesmo é de querer.
               

Viva o amor, enquanto ele não acaba.....

                   Sei que é piegas, mais o amo hoje, depois de perdê-lo, como nunca o amei antes, depois de quatro meses a saudade tá doendo e me sufocando, me dilacerando por dentro, e o perdi... Seres desumanos somos, incapazes de lidar com os outros e idolatrando fantasmas de pessoas vivas, agora amo o homem que me fez feliz e não existe mais, amo o homem que se acalmava no meu colo e  que agora enlouquece com a minha voz.  É realmente bem piegas, não conhecia esta sensação, depois de tantas leituras, músicas, poesias, novelas, filmes nada me preparou para isto, um misto de orgulho ferido, pane total, fragilidade quase mortal, queda-livre em um vazio absoluto. Ufa! a boa notícia  é que depois de tudo isto somos capazes de sobreviver, praticamente ressurgir das cinzas, vontade louca de ser melhor, de se amar, de fazer tudo que queríamos antes de tentar ser dois. 
                    Será que hoje o seu beijo seria o melhor de todos os outros milhares que você me deu em sete anos, quantos beijos trocamos em sete anos? Seria demais mais um? Será que a terra tremeria se fossemos pra cama novamente?  Ou seria como nas terças depois de um dia de muito trabalho, de um episódio chato da novela, ou depois de comermos até ficarmos lentos?
                  Te amei tanto, ainda te amo tanto, mais não estamos mais juntos. Ponto final. Somos tão piegas, tão vulgares, somos tão incompetentes em termos de amar, mesmo assim quero morrer tentando.....

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Os sete pecados...

                               E sete anos se passaram, acostumei, acomodei, adorei e descuidei. O que podia fazer se a cada dia estávamos alí, presentes de corpo e alma, nem notávamos que a vida exigia mais, sempre mais, cada vez mais.... As brigas aconteciam, mas a vontade de estar juntos era maior, sempre buscávamos reencontrar o caminha de volta e como ele era tão certo, descuidamos.... Olhando para trás o que parecia tão perfeito, hoje me parece um monte de erros que inevitavelmente nós colocariam onde estamos agora: longe um do outro.
                               Estou bem e estou ruim, estou frustrada e aliviada, confusa e  reencontrada, minha cabeça nunca esteve tão confusa, aguardo o tempo passar e mostrar qual caminho seguir.
                               Acordo preguiçosa e sem pressa, estou sentindo melhor o gosto da água, a energia da casa, sentindo o silêncio que vai curando a minha alma, tantas vezes te chamei a este silêncio, a um mergulho interior, mais isto não significa nada para você, não temos muito em comum, quase nada. 
                               Quem são os teus poetas preferidos?, Teus cineastras preferidos? Teu cheiro preferido? Tuas rosas preferidas? Teu livro mais marcante? Teus heróis nacionais? Qual o lugar que você precisa conhecer antes de morrer? Quais pinturas te emocionam? Nada disto te representa. As diferenças estreitaram e nos separaram.... Resumindo incompatibilidade de gênios. Como assim? Só isto a dizer? Terminou e ponto final? Exatamente assim..... 
                              

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A vida que escolhi....

De pé, diante de mim mesma, o espelho trincou e a imagem por fim me satisfez, me reconheci, depois de tanto tempo, diante do espelho trincado... As paixões são lembranças distantes, as vejo como em um filme, me entorpeço diante da arte, da coragem alheia, da exposição de desejos alheios, que são também meus... Este espelho me vê como ninguém vê, como não permito ser vista...


Aqui, em um local desconhecido, posso ser, existo, falo, penso, me vejo, e me permito duvidar de tudo, de mim, me permito reler, reler e não mais me reconhecer....

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Vivendo a Poesia....

        Cecília Meireles: 

         Lua Adversa 

         Tenho fases, como a lua

Fases de andar escondida, 
fases de vir para a rua... 
Perdição da minha vida! 
Perdição da vida minha! 
Tenho fases de ser tua, 
tenho outras de ser sozinha. 

Fases que vão e vêm, 
no secreto calendário 
que um astrólogo arbitrário 
inventou para meu uso. 

E roda a melancolia 
seu interminável fuso! 

Não me encontro com ninguém 
(tenho fases como a lua...) 
No dia de alguém ser meu 
não é dia de eu ser sua... 
E, quando chega esse dia, 
o outro desapareceu...