terça-feira, 18 de setembro de 2007


Alguém conserta relógio biológico?

Não tem jeito, o meu relógio biológico veio quebrado, sem despertador não tenho como acordar no horário e chegar pontual ao trabalho, talvez a brutalidade com a qual sou arrancada dos braços de Orfeu é que me deixa mal humorada pela manhã e com aquele enjôo terrível, banho frio, nem pensar, jamais! maquiagem nunca, ainda consigo uma lavanda suave, nada mais.
Primeira visão do dia, meu carro todo sujo, arranhões por todos os lados, mas tudo bem, coloco Bomsucesso Samba Clube e deixo o vento entrar, é muito bom morar perto do mar, tem um cheiro viciante, então sigo em frente, inevitavelmente, penso, vou trocar de carro e já rola uma sensação estranha, penso que vou morrer de ciúmes do meu velho amigo, Cebolinha, será que vão cuidar bem do meu amiguinho? Quer saber vou trocar agora não. São cinco anos de relacionamento é muita intimidade e conta bancária no vermelho.
É maravilhoso o meu primeiro sorriso matinal depois das 9:00 horas, sinal verde, meus colegas de trabalho já se comunicam comigo e só então, tomo o meu café da manhã, e assim, por fim, termino o processo de despertar para o dia, linda, loira e feliz!
Corro para o computador, Windows Media Player (Chico Buarque), verificar emails, encaminhar, google, blogger, Terra/cinema, jusnaveganti, e quando me toco puft, eu estou em horário de expediente um monte de coisas para cumprir, consciência fica pesada e volto a produzir...
Faço um lista imaginária de tudo que tenho para fazer, agora sou dona de casa e não tenho para quem deixar os pratos sujos, manter banheiro limpo todos os dias é loucura, não vou conseguir ler todos os livros que já comecei, assistir metade dos filmes que peguei emprestado, os DVDs novos que comprei imaginando um dia tranquilo e uma boa taça de vinho, tá difícil. Estudar, tenho provas já marcadas até o fim do ano, academia agora só ano que vem, e o pior, já remarquei duas vezes minhas passagens para o Rio e não tenho idéia quando vou poder me dar ao luxo de vagabundear no Rio de Janeiro.
Saudade de tempo livre para ficar de pernas pro ar....
Lembro bem do tempo que tinha todo tempo do mundo, tempo para mim, para o teatro, para os amigos e para fazer nada e sonhava com o tempo ocupado a cabeça cheia e mil projetos em andamento.

A verdade é que, como típica geminiana, adoro chutar o pau da barraca e mudar tudo de lugar, sair Sara e voltar Micheline e vice-versa.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007


Diante do computador crio diálogos intermináveis comigo mesma, não há peso nem consequências, mas quando me deparo com os comentários, me questiono e sem titubiar sigo em frente.
Simplesmente deito no divã e me confesso....
Simples assim.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Motivos do Nunca sozinha....


Busquei criar um espaço onde todos que por aqui passar possam, de alguma maneira, se identificar, e nada mais intrinsecamente humano do que a solidão, nada mais amplo do que o campo da solidão humana. Falo da solidão em meio a multidão, solidão dos relacionamentos baseados na conveniência, solidão na busca desenfreada por aceitação, solidão dos sábios arrogantes que se isolam num mundo idealizado e pouco humanizado, a solidão dos pobres meninos ricos e dos ricos meninos pobres, poderia passar horas e horas e o rol não acabaria.
Quem não busca identificação? Quem não quer fazer a diferença? Quem não passa horas na internet buscando criatividade, felicidade?
Sempre acreditei que no conhecimento encontraria todas as respostas, que na sabedoria conseguiria amar o próximo, só através do auto-conhecimento ganharia tolerância e um mundo melhor para viver, e me conforme de ter me tornado uma pessoa melhor. Acredito que um bom filme, um bom papo em mesa de bar, um bom vinho, uma boa comida, compartilhar idéias e os pequenos detalhes fazem sempre a grande diferença. Diferença entre o viver e o sobreviver, o físico e o metafísico, mas já é outra discussão.
Que aqui não se forme uma ilha, mas sim um grande arquipélago
.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

apenas uma imagem repleta de palavras


Roubei de algum blog... parecia escrito por mim...alguma imagem perdida que agora estava no lugar certo.....

Terça-feira, aniversário de uma grande amiga, encontro em um restaurante japonês, várias mesas, vários assuntos rolando, e pra variar paguei o maior mico ( falar de alguém e a irmãzinha presente) ninguém merece! tudo maravilhoso e eu não conseguia tirar o olho do relógio preocupada, cansada e imaginando que iria dormir pouco e acordaria mal para mais um longo dia de trabalho e aulas.
Não estou reclamando, longe disto, tenho me superado a cada dia, nascendo e renascendo para novos desafios, buscando incessantemente ser feliz, “ser feliz antes de tudo ser feliz”(...), pois é Bomsucesso Samba Clube logo pela manhã....
Processos dolorosos de separação e renascimento, de encontro com a verdade, todo tesão é importante e válido mas sem verdade cai no vazio....
Encontrar um sorriso na multidão, encontrar um cigarro acesso no fim da noite (não fumo, mas imagino a felicidade para os fumantes, oh!), voltar para casa, ligar a TV e estar rolando um bom filme ou mesmo um bom desenho animado que te faz adormecer, curtir cada nuance....Nunca sozinha quero ser......
Feliz aniversário Mika....

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Começar é preciso

"Nunca sozinho quero ser
mesmo que seja para ser
estas coisas que você gosta
de ter entre as coisas tuas,
Nunca sozinho quero ser
mesmo que seja para ser
essa canção suícida!
deste amor sem palavras
sem horas pra ser...
Nunca sozinho quero ser"....

Esta poesia foi um presente.
Um presente que me persegue há muitos anos...
É uma lembrança, das poucas lembranças, que chega a minha memória ainda e pura, sem qualquer intervenção racional do presente, simplesmente ela chega e me transporta.