segunda-feira, 8 de março de 2021

Qual Minha Fala Feminina Hoje?


Eu deixo acontecer, não sou vítima, não foi como eu quis, mas foi muito bom. 

Sou mulher e desejo muito o desejo, o amor, o encontro, a sincronicidade, o destino amoroso. 


segunda-feira, 1 de março de 2021

E chegam as águas de março.

 Não tô muito animada, confesso, queria estar pulando de alegrias por hoje estar viva e com saúde, mas a cabeça não está legal, hoje o grande luxo é saúde mental, e preciso falar disto.

Sinto falta de tanta coisa que me definia, sim, preciso de gente, de conversas bobas, de não ter hora pra nada, de sair de casa sem planos e voltar quando batesse o cansaço, foram tantos anos assim e chegada a hora de dá um tempo, tá parecendo tempo demais.

Mais uma vez mendiguei atenção, mais perdão, mais desilusão. Não é fácil deixar tudo lá no passado, e iniciar novos relacionamentos, mas é o que se tem, ou seja, não se tem mais, as pessoas não estão mais disponíveis para mim, não se importam e não tô aceitando bem, hoje me resta poucas pessoas, poucas situações e muita coisa pra trabalhar no mental, preciso reagir ou aceitar?

Medo da preguiça, da apatia, da falta de interesses, e é assim que começo o mês de março... 

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Hoje eu tô bem Renato Russo...

 "Quero me encontrar, mas não sei onde estou

Vem comigo procurar algum lugar mais calmo
Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita

Tenho quase certeza que eu não sou daqui..."

Não tá nada fácil aceitar o que eu não posso mudar, puxa vida, parece que quanto mais vc considera mais a galera abusa da sua boa vontade. Quer saber? Foda-se. A verdade é que tem filho da puta pra caralho. Um monte de gente escrota querendo se dar bem em cima de você e se você não quer ser igual, aguenta e vai saindo aos pouquinhos. Falo de Manu, Luiz, Rita, Zil, Geo e no momento são estes que ainda me incomodam, Eu tô cansado desta gente que não se respeita. 

Verdade que não devemos lamentar o que permitimos, mas constatar os fatos pode né?

Já passei dos limites mais permissivos com Luiz e parece que agora cheguei no meu Bastaaaaaa. Perdi a admiração e agora sinto uma lamentável frieza, quem me conhece sabe que não gosto de viver sem paixões, mas agora não me restou o menor sentimento pra alimentar.

HOJE ME SINTO COMO UMA PÁGINA EM BRANCO, confesso que sem muita fé, mas seguindo em frente, cheia de projetos financeiros e crédula de que este momento tá chegando a um fechamento de ciclo.

Muitas esperas terminaram e olhem que já faz quase três anos que ESPERAR é o verbo que mais conjugo.

Sim, estou feliz com o resultado da maioria das esperas, tirando a vida sentimental estou vivendo uma fase muito boa, de muitas realizações. 

A pandemia ainda está por aí, assustando, nos enchendo de culpas mas já saímos a luta, estamos nos permitindo mais, já se fala em iniciar processos com vacinas e acende-se uma pequena luz no final do túnel. Quero muito que isto tudo passe mas é como se não fosse mais uma espera e sim uma esperança, saca a diferença? não sei bem como explicar, mas é como se o isolamento tivesse acabado e a pandemia não, estamos vivendo uma nova normalidade e já não anseio por uma vida agitada, não tenho mais pressa pra voltar as noite, baladas, praias agitadas e paqueras, não é mais uma espera, a alguns meses atrás isto era uma espera desesperada. Agora a tranquilidade é bonita e acolhedora, uma sensação de proteção. 

Bem. Agora todo dia é apenas mais um dia de estar vivo e sentir cada minuto com carinho e respeito.

A história como Luiz acabou sem uma despedida, sem adeus, sem palavras. Mas no fundo, no fundo sempre soube que seria assim. Ele não se esforçou pra me enganar. Grata. 

Que bom que mais uma vez só sobraram boas lembranças.   

terça-feira, 3 de março de 2020

Ele é a cara da minha solidão....

Parece que estamos preparados, parece sim, talvez pelo cansaço, talvez pela experiência.
Talvez agora possamos ser felizes, não felicidade de sorrisos fáceis, mas de sorrisos dóceis.
Não queremos mais ficar explicando, justificando.
Gostamos de vê filmes chatos, fora do circuito, somos os que ficaram.
Queremos acolhimento, toques sem pressa, não precisamos mais, mas, queremos.
Somos solidão, gostamos de solidão, precisamos de solidão, mas não queremos ficar sozinhos.
Queremos fazer história, uma bonita história, fazer valer nossa bagagem, encher de detalhes e delicadezas antes que o tempo bagunce tudo.
Vamos buscar a lua, o rio e o mar, já não temos mais pressa e sabemos que vamos falhar...
Somos escolha, não acaso... Somos agora, não momento.
Tentamos tirar as máscaras antes das roupas. Somos uma grande clareira que invade a escuridão.
Somos, por fim, palavras, as que tantas vezes foram ditas, mas não usadas, escutadas. Palavras que transformam.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Raquel aos olhos de Sara

                   Quando vejo um casal juntos a muito tempo, pergunto logo como eles se conheceram, na maioria das vezes escuto algo mágico e com algum tipo de sincronia cósmica, o mesmo me vem quando vejo amigos que já se relacionam de longas datas, também me passa na cabeça saber como eles se conheceram, e se, também, rolou algo mágico e algum tipo de sincronia cósmica. 
                     Lembro bem o dia em que conheci Raquel: estávamos chegando ao novo point da cidade, ela era a nova namorada de um velho amigo meu e sócio do lugar (lugar este que cabe numa postagem só para ele) e de cara começamos um papo que até hoje não conseguimos terminar, rolou um grande fascínio da minha parte pelo universo ao qual ela pertencia, o universo dos blogs, lembro quando ela me falou do Garotas Lexotan e eu na minha ingênua sonolência sem fim, perguntei o que era Lexotan e ela atônita me questionou se eu nunca tinha tomado remédio para dormir e eu, passados tantos anos, ainda não senti necessidades, graças à Deus, então comecei a ouvi-la falar de seus amores com  tanta intensidade, com tanta entrega, que sua vida, suas atitudes passavam a ser dirigidas pelo piloto automático, tudo passava a se justificar, devido ao tamanho da paixão, aquilo tudo me soava muito louco, afinal, até aquele momentos pra mim as paixões eram distrações para as horas de laser e tinham lugares específicos que não poderiam ser confundidos e atrapalharem minha rotina.
               A verdade é que, de cara, já viramos melhores amigas, identificamos as diferenças e nos apaixonamos por elas, ela me convidou para escrever no blogger Mulé Pré-Balzaca com mais duas amigas do Recife e cada qual no seu estilo e representadas por figuras dos quadros de Gustav Klint fazíamos o maior sucesso, como era maravilhoso compartilhar as delicias e dores do dia-a-dia naquele canal. Eu vivia apaixonada nas horas vagas e cumpria mil tarefas em busca do meu lugar ao sol e acompanhava as paixões de Raquel cada vez mais intensas e cada vez mais expostas na internet, amávamos os mesmos livros, mesmos filmes e em algum momento o mesmo homem, e devido a lealdade feminina só fiquei com ele quando tive a permissão dela, que já morria de amores por um artista plástico pra lá de interessante e na paixão seguinte ela larga tudo e vai embora da cidade. 
              Meus amores continuavam acontecendo nos finais de semanas, as vezes numa quarta ou numa quinta mas continuavam nos seus devidos lugares, enquanto eu inventava cursos e tentava me manter firme em constituir um patrimônio. 
               Os fins de semanas eram intensos, reclamávamos o tempo todo e com o tempo íamos vendo o quanto éramos felizes e não sabíamos....
                    As coisas complicaram pra Raquel os planos não saíram como planejado e Raquel volta para João Pessoa resgatada por seu antigo algoz, foram anos de dor e mantínhamos viva a amizade, compartilhávamos as diferenças e fazíamos a diferença. 
               Polêmicas, alegres, cheias de esperanças em um futuro melhor, em amores melhores nos mantivemos por perto,  tínhamos vidas pacatas e uma busca incessante por conhecer a absorver o mundo, fizemos teatro juntas e brigamos muito, ela voltou a viver com o ex-marido, que eu não me entendia bem, mas ela fazia questão de me manter por perto, depois separa, eu caso, com um cara que ela não se dava muito bem, mas eu fiz questão de mantê-la por perto. 
                      E mais uma vez, desta vez de maneira bem madura e consciente ela se apaixona, se enamora, compartilha a vida com um cara da Internet que vive do outro lado do  País, separa, volta e mais uma vez vai embora da cidade, viver um grande amor, hoje sou sua visita constante, continuamos fazendo questão de participar da vida uma da outra, ela sabe dos meus amores e, continua dizendo que não é romântica, o que sempre me faz ri. E ela é a única pessoa que não ri quando digo que sou romântica, kkkk. 
                          Amadurecemos juntas, em tempos bem diferentes, de maneiras bem distintas, tomamos rumos diferentes mas continuamos vivendo esta amizade como no dia em que nos conhecemos, o papo que iniciamos há 16 anos atrás ainda rende madrugadas a dentro, com boas comidas e boas bebidas, viramos até sócia num empreendimento que tenho a alguns anos e que me leva até sua casa do outro lado do País, falamos já na velhice e de criar uma rede de apoio para o futuro que já chegou e ainda reserva tantas surpresas .

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Velha e Nova Esperança


Aquela velha sensação de espera ressurgiu, é como se hoje a ordem fosse ESPERAR, detesto isto, afinal cada dia deve ter sua própria magia, sua própria história, mas, estou esperando que a Pandemia acabe, que ele se resolva ou me deixe em paz, que termine meu tratamento dentário, que tenha dinheiro pra trocar o meu apartamento, que alguém legal apareça e me faça mais feliz, resumindo, alguém legal agora faria toda diferença, sim, quero desesperadamente encontrar uma nova paixão que se transforme em amor e que faça toda diferença, são dias de solidão amorosa, apesar de L., os amigos isolados e distantes, e apesar da presença dos parentes mais próximos, rola culpa do medo que possa vir de uma contaminação, e mesmo como tudo isto alguém para amar, sentir tesão faria uma grande diferença, mas a verdade é que olho pra um lado e pra outro e não vejo a mínima expectativa, só vejo homens egoístas e vazios, se, pelo menos, aparecesse alguém egoísta mas cheio de cultura, de interesses pelo conhecimento, ou vazio e que realmente se importe com os que o rodeiam, quem sabe? kkk, as duas coisas pesam demais. No fundo sei que cai numa armadilha e passei todo este tempo justificando minha relação com ele e isto só me fez cair de amores e não me protegi.
Estes últimos dias tenho pensado muito em amizades e redes de apoio, o que esperar das pessoas? NADA? Seria ótimo, muito nobre e evoluído, mas minha caminhada tá longe ainda, e tá sendo inversa, já esperei muito pouco das pessoas, só que tá ficando cada vez mais difícil, talvez por que eu tenha tentado fazer mais. Talvez meu entendimento das pessoas esteja ficando mais claro ou eu esteja neurotizando e romanceando, mas o fato é o seguinte tenho gastado energia com pessoas que realmente não merecem.
Hoje me vejo pronta pra mergulhar numa relação, me sinto com mais bagagem e mais tolerante, só não sei se é possível viver algo assim, como se as pessoas ou, pelo menos, as que tenho conhecido não tivessem aptas para algo bom, leve e maduro, bem soberba eu, kkkk.


sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Ressurgindo das Minas....

                          Esta postagem estava nos rascunhos e sem ser concluída, mas relendo quero que estas lembranças façam parte blog.

                           Caramba! Quanto tempo desde minha última postagem, e como não acessava por aqui a todo este tempo, me surpreendi com o que li e com todas as mudanças sofridas, induzidas, criadas,  e por vezes, impostas que vivi neste curto e, por algum ângulo, tão longo tempo. O ano já está quase acabando e muita coisa rolou. O verão foi incrível e me joguei feito louca, muita praia, muito Alohai, muito Le Pub, muito On The Rocks, muitas festas e diversão e sempre que dava Leo no meio do caminho. A parceria com Van a todo vapor, e chegou o carnaval no Rio 40º. 
                                Na casa de Mada a turma se encontrou na alegria, Victor, eu e Van curtindo muito de boas e na paz, como um trem descarrilhado chegou março com Lollapallosa ao som do Pearl Jam, show dos sonhos, viagem sensacional e muita diversão, é difícil de explicar a realização de sonhos materiais, sem cair na superficialidade do desejo fugaz, mas quando lembro de toda uma vida de dedicação, estudos, limitações onde os sonhos eram artigos de muito luxo, vem um sabor de realização de alma, onde não se pode ser estimado valor material.... kkkkkk, não tem jeito é meio bobo mesmo, não importa, pois eu estava lá próxima ao Pearl Jam, foda-se.... Foi do caralho....
                             De volta pra casa com sensação de que é preciso uma parada, recarregar a bateria, reiniciar o PC, e principalmente, sabe quem eu tinha me transformado, até descobrir que eu precisava era de mim mesma, da velha Sara, cheia de detalhes e pouca onda, dos meus livros, dos meus filmes, dos meus papos chatos, e de retomar a profundidade.
                            São João de volta a Campina, não curti muito, não me identifiquei.
                            Leo indo e vindo.
                            Malhei, suei a camisa
                            Voltei ao Espanhol mas não insisti, desconcentrada. 
                            Enrolada com uns crushs, e aqueles velhos desencontros, quem eu quis não me quis, quem me quis mandei pastar...
                                           

Pois é, o tempo tá passando cada vez mais rápido, sei que isto é uma sensação, não um fato em si, o tempo e as horas são as mesmas, mas noss...