domingo, 20 de dezembro de 2009

"A ignorância não é uma benção. Se os inteligentes sofrem por suas inquietações existenciais, os estúpidos sofrem por coisas inacreditavelmente idiotas." Andre Azevedo

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Estou cansada, uma cansaço apenas físico, nada me cansa na alma.
Estou leve, apesar de cansada.
Não me sinto pressionada, por um momento, não sinto que esperam que eu seja a super-sara, todos estão cuidando de suas vidas, e isto esta me causando um estranha sensação, não sei nem como explicar.
Acho que consegui, por momento, mas consegui fazer parte da vida dos meus sem missões difíceis, sem exigências, minha presença apenas é necessária.
Escolhi amigas intensas, uma amor não muito convencional, e mesmo assim, estou leve...
Tenho uma nova vida, a vida neste momento, mudou tanto que ainda não sinto como minha, entendem?
Melhor ainda que o ano esta acabando, e não tenho mais pressa pra nada...Deixei para o ano que vem todos os grandes planos, nada de academia, nada de regimes, até a virada podemos tudo, não tem mais hora pra nada.
Nada de projetos a curto prazo...Apenas me deliciar nesta fase tão cheia de uma rotina deliciosa.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Quem sou eu, quanto é dois + dois?

Difícil saber quem sou, são tantas interferências, são tantas expectativas a respeito de como devo agir, de como devo ser...
As vezes é mais fácil deixar tudo pra lá, e seguir sem olhar pra trás...
Parte do que sou são projeções de um meio confuso,  de uma sociedade totalmente conturbada, outra parte é resultado de escolhas sensatas e de uma educação cheia de cuidados e da luta pela sobrevivência.
E no meio desta busca interminável por conhecer-me. Não tenho menor idéia de quem sou.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Vênus - Paulinho Moska

Que um dia possa entender a grandeza deste texto e quem sabe por merecimento vivê-lo:


Quando a sua voz me falou: vamos
Eu vi deus sentado em seu trono: vênus
A religião que nós dois inventamos
Merece um definitivo talvez... pelo menos
Perceba que o que me configura
É sempre essa beleza
Que jorra do seu jeito de olhar
Do seu jeito de dar amor
Me dar amor
Não te dei nada que seja impuro
No futuro também vai ser assim
Se hoje amanheceu um dia escuro
Foi porque capturei o sol pra mim
Perceba que o que te configura
É sempre essa beleza
Que jorra do meu jeito de olhar
Do meu jeito de dar amor
Te dar amor
Perceba que o que nos configura
É sempre essa beleza
Que jorra do nosso jeito de olhar
Nosso jeito de dar amor
Nos dar amor


"Não falo do amor romântico,
Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão, paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.
Chamam de amor esse querer escravo,
E pensam que o amor é alguma coisa
Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro,
Antes de ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta.
A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?
Minha resposta? O amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores,
O amor será sempre o desconhecido,
A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido, quer ser violado,
Quer ser transformado a cada instante.

A vida do amor depende dessa interferência.
A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
Decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,
E nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor e não podemos castrá-lo.

O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha
E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu
Como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O amor brilha.
Como uma aurora colorida e misteriosa,
Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,
O amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio
Porque somos o alimento preferido do amor,
Se estivermos também a devorá-lo.

O amor, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,
Me aventurando ao seu encontro.
A vida só existe quando o amor a navega.
Morrer de amor é a substância de que a vida é feita.
Ou melhor, só se vive no amor.
E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto."


Caminhar por aí, caminhar, caminhar, caminhar....
Sai atrás de procissões, caminhar pra agradecer, caminhar pra suplicar...
Caminhar pra suar, pra derreter calorias....
Caminhar pra meditar, caminhar pra espairecer....
Sair por aí, mudar de caminho, caminhar atrás de novos rumos...
Fazer caminhos sem saber onde se quer chegar....
Quero caminhar até cansar, até encontrar uma solução, até chegar...
Caminhar na areia da praia no fim da tarde...
Caminhar em trilhas desconhecidas....
Caminhar de mãos dadas, tentando adivinhar o pensamento do outro, tentando chegar no coração do outro...